quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Meio Ambiente, Consumo e Sustentabilidade


O nosso planeta é um organismo vivo. Diante disso é preciso compreender que, como nós, ele também sofre com doenças e ulcerações.
Algumas delas são próprias de suas metamorfoses, ou seja, transformações geológicas, enquanto outras são provocadas por ações, sobretudo de seus habitantes.
Porém, o nosso planeta tem uma determinada capacidade para atender às demandas de seus habitantes ao desenvolverem seus respectivos modos de vida e esta capacidade foi avaliada, nos primeiros anos do novo milênio, pela Fnuap – Fundo das Nações Unidas para Assuntos Populacionais – em aproximadamente sete bilhões de habitantes, já adicionado um valor relativo à capacidade tecnológica que o homem moderno alcançou.
Se olharmos para a situação demográfica do mundo pode-se verificar que ainda nos faltam alguns milhões de pessoas para atingirmos os limites do planeta, mas aí está o grande problema: a atual população da Terra vem consumindo de forma desmesurada.
Com o advento da Globalização e a expansão do comércio a que estamos assistindo, nossa sociedade vem se defrontando com graves questões socioambientais, provocando o advento de novos conceitos para a sua melhor compreensão e tomada de posição diante da gravidade do problema que o consumismo excessivo vem gerando ao planeta.
Um dos mais recentes conceitos e que mostra o impacto do consumo desenfreado que marca nossa sociedade é o da pegada ecológica, a qual pode ser definida como a área de terras produtivas que cada pessoa precisa para sustentar o seu consumo e absorver seus resíduos pelo período de um ano.
A pegada ecológica de cada um depende de seu padrão de consumo. Atualmente cada habitante do planeta tem 1,6 hectares de terras produtivas disponíveis ao ano. Nos anos 1960 era de 6,3, o que seria o ideal para hoje.
Entretanto, os países mais industrializados têm uma pegada ecológica muito forte superior a 6 ha/pessoa/ano, provocando déficits globais. Isso significa que tais países, ao exigirem mais do que se tem em disponibilidade por pessoa para seu padrão de vida, comprometem os padrões dos demais países, que, como o Brasil e a Argentina, por exemplo, que não chegam a consumir mais hectares do que tem disponível.
Cada brasileiro consome 2,4 hectares de recursos naturais, ou seja, 0,3 hectares além da média mundial, mas a oferta de recursos é de 7,3 hectares por pessoa – bem acima da média mundial.
Portanto, a análise da pegada ecológica indica que precisamos rever urgentemente nossos padrões de produção e consumo, porque, no patamar em que se encontra, já se consomem 30% a mais de recursos do que o planeta pode nos oferecer. É por isso que se ouve, constantemente, em relatórios, congressos e na mídia, que vai faltar planeta. Tal situação não é, com certeza, a que as nações de hoje querem deixar como herança para os futuros habitantes do planeta. Para tanto, então, é necessário que haja um efetivo movimento na educação das novas gerações, a fim de que aprendamos todos a consumir com responsabilidade social.

domingo, 12 de agosto de 2012

População Mundial



Mais Populosos :
1º. China: 1.336.310.750 de habitantes
2º. Índia: 1.186.185.625
3º. Estados Unidos: 308.798.281
4º. Indonésia: 234.342.422
5º. Brasil: 194.227.984
6º. Paquistão: 166.961.297
7º. Bangladesh: 161.317.625
8º. Nigéria: 151.478.125
9º. Rússia: 141.780.031
10º. Japão: 127.938.000

Menos Populosos :
1º. Vaticano: 500 de habitantes
2º. Tokelau: 1.200
3º. Niue: 1.400
4º. Ilha Norfolk: 2.500
5º. Ilhas Malvinas: 3.000
6º. Santa Helena: 4.000
7º. Montserrat: 4.900
8º. Saint-Pierre e Miquelon: 6.000 
9º. Nauru: 10.200
10º. Tuvalu: 11.200

Fonte: United Nations, Department of Economic and Social Affairs, Population Division (2011). World Population Prospects: The 2010 Revision. United Nations Demographic Yearbook 2008 e Secretariat of the Pacific Community (SPC) Statistics and Demography Programme.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Ajuda para África



    Quando pensamos em África, pensamos em miséria e devastação. O número de Aids mostrado é extremante assustador, mas a verdadeira situação não é essa, ao longo dos anos o país vem sendo ajudado pelas nações externas, que mandam capitais, roupas e alimentos mas toda essa ajuda não é valida, existe muita corrupção e burocracia, onde todas essas ajudas não passam do governo Africano, e não chegam aos seus cidadães.
    Concordamos entrevista dada pelo sociólogo queniano James Shikwati retrata bem isso, ele afirma que ela não precisa parar de ser ajudada, desse jeito ela se reerguerá sozinha, garantindo sua própia sobrevivência por meio trabalhos feitos para repor seja ajuda que está sendo dada.

Para ler a entrevista na integra entre em : Olhar Geográfico

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Brasil nas Metas do Milênio



O Brasil tem cem por cento de chance de atingir três metas definidas como um dos Objetivos do Milênio e estão ligadas direta e indiretamente à saúde, como a erradicação da extrema pobreza e da fome, a redução da taxa de mortalidade na infância, e o combater ao HIV, à malária, à tuberculose e à hanseníase.
Uma avaliação feita pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, que mede o avanço dos indicadores do milênio nos países em desenvolvimento, confirma o progresso do Brasil nesse sentido. Os dados levantados levaram em conta a quarta edição do Relatório Brasileiro de Acompanhamento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, lançado no dia 24 de março, em Brasília.
O Ministério da Saúde calcula que a meta de redução da mortalidade entre crianças menores de cinco anos será atingida três anos antes do prazo-limite estabelecido pela Organização das Nações Unidas. Basta dizer que, em 2012, o Brasil terá chegado à taxa de 17,9 mortes por mil nascidos vivos, índice que deveria ser cumprido até 2015, segundo o organismo internacional. Porém, esse objetivo somente será alcançado caso seja mantido o ritmo de queda de pelo menos 4,6% no número de óbitos infantis em todo o país.
O primeiro objetivo do milênio, que é erradicar a pobreza e a fome, alcançou um dos melhores desempenhos no país. A meta era reduzir pela metade, até 2015, o número de pessoas vivendo em situação de extrema pobreza. No entanto, de 1990 a 2008, a porcentagem da população submetida a essas condições caiu de 8,8% para 4,8%.
Já o combate ao HIV/aids, malária, tuberculose e hanseníase, por sua vez, deve ser atingido até 2015. O Brasil já conseguiu estabilizar a incidência de Aids, que foi crescente até o ano de 2000.
Em relação ao ODM 5, que se refere a melhoras na saúde materna, o PNUD reconhece os avanços obtidos pela política brasileira na área e afirma que o país tem 50% de chance de cumprir a meta nos próximos três anos, caso continue investindo na assistência à população feminina. Para somar esforços e cumprir este objetivo o Ministério da Saúde lançou, em 2003, a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher, em que União, estados, Distrito Federal e municípios se uniram para a realização de uma série de ações visando a aumentar a qualidade da prevenção e do atendimento às brasileiras.
Outras três políticas foram importantes para melhorar a assistência à saúde materna: o Pacto Nacional pela Redução da Mortalidade Materna e Neonatal (2004), premiado pela ONU como modelo de mobilização social e de diálogo para a promoção dos ODMs; a Política Nacional de Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos (2005); e a Política Nacional de Planejamento Familiar (2007).
E todos esses esforços já apresentam retorno: o número de consultas de pré-natal, por exemplo, atingiu 19,4 milhões em 2009, um aumento de 126,2% em relação a 2003, quando foram registradas 8,6 milhões de atendimentos. Dentre as diversas ações, o Ministério da Saúde conseguiu aumentar, entre 2003 e 2009, para 73% a cobertura populacional na Estratégia Saúde da Família, que atua na prevenção de doenças, no diagnóstico e na promoção da saúde.
Mortalidade infantil e coberturas vacinais: A atual taxa de mortalidade infantil (em criança menor de um ano) é de 19 por mil nascidos vivos, um número 60% menor do que o observado em 1990, quando estava em 47,1 por mil nascidos vivos. A mortalidade na infância também foi reduzida significativamente nos últimos 18 anos. Entre 1990 e 2008, houve queda de 53,7 óbitos para 22,8 por cada grupo de mil nascidos vivos, uma redução de 58%.O declínio da mortalidade na infância no Brasil resulta do aumento na cobertura vacinal da população, além da ampliação dos serviços de saúde e do saneamento básico. A Estratégia Saúde da Família, ferramenta importante na prevenção de problemas envolvendo a mãe e a criança, atinge atualmente 94,2% dos municípios brasileiros.
O aumento do número de postos de coleta de leite humano também colaborou para a redução de mortes infantis. Em 2005, existiam 29 postos de coleta; atualmente eles somam 73, representando um aumento de 56% no estoque de leite materno, que subiu de 99 mil litros para 154,8 mil.
Avanços no controle de doenças transmissíveis: A incidência da Aids foi crescente até 2000, mas estabilizou-se desde então. Em 2007, a taxa observada foi de 17,9 casos para cada grupo de 100 mil habitantes.Contudo, até 2015, estima-se que o Brasil consiga deter a propagação do HIV/Aids e comece a reduzir o número de casos. A meta específica de oferecer acesso universal ao tratamento de HIV/Aids para todas as pessoas que dele necessitam já foi alcançada.Em 2009, o Ministério da Saúde disponibilizou antirretrovirais para 197 mil pessoas com indicação de tratamento para Aids. Além disso, foram distribuídos 466,5 milhões de preservativos masculinos e 2,06 milhões de preservativos femininos.Desde 2004, a taxa de incidência da tuberculose também está em declínio no Brasil. No começo da década passada, ocorriam 41,2 casos novos da doença por cada grupo de 100 mil habitantes. Em 2008, a taxa era de 37,2 casos novos e o percentual de cura das notificações de todas as formas de tuberculose diagnosticadas em 2007 foi de 72%.
No caso da malária, o Brasil registrou uma importante diminuição de casos a partir de 2006, passando de 549 mil para 314 mil ocorrências em 2008. E com o intuito de melhorar esses indicadores, o Programa Nacional de Controle da Malária será beneficiado com recursos do Fundo Global de Luta Contra Aids, Tuberculose e Malária. O Fundo aprovou, em 2008, para o Projeto para Prevenção e Controle da Malária na Amazônia Brasileira, recursos da ordem de R$ 100 milhões, a serem repassados em cinco anos.Em relação à hanseníase, os coeficientes de detecção de casos novos apresentam-se estáveis, porém, em patamares elevados nas regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste. Em 2008, foram notificados 39.047 casos novos no país, o que corresponde ao coeficiente de 20,59 casos por cada 100 mil habitantes.Por outro lado, o percentual de cura de hanseníase alcançou, em 2008, 81,2% do total. E o Ministério da Saúde ampliou em 21% o número de unidades de saúde compacientes em tratamento para hanseníase, passando de 7.828 em 2007 para 9.473 no ano passado.

Fonte: http://migre.me/9mcCr

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Progresso da ODM




Se as metas ambientais não devem ser atingidas, as sociais também enfrentarão graves obstáculos. No geral, o objetivo de reduzir à metade o número de pessoas que ganham menos de US$ 1 por dia no mundo deverá ser atingida. Passaram de 1,25 bilhão em 2000 para 980 milhões em 2004 - de 32% para 19% da população global. Praticamente toda a redução deve ser creditada ao crescimento econômico de China e Índia. O desempenho nas demais regiões não seguiu esse padrão. Na América Latina (AL), o número de pobres caiu de 10,3% para 8,7%. Para a ONU, se esse ritmo continuar, a meta não será atingida até 2015. No Oeste da Ásia, a pobreza dobrou desde 2000. Na África, caiu de 46,8% para 41,1%.
Apesar de muitos terem saído da linha de pobreza, o crescimento econômico nos últimos anos teve resultados desequilibrados. A parte mais pobre da população reduziu sua participação no consumo. A America Latina continua a mais desigual: em 1990, os mais pobres tinham só 2,8% da renda. Em 2004, aproporção era de 2,7%. Metade da população dos países emergentes ainda não tem esgoto encanado. Uma em cada três pessoas vive em condições equivalentes às de uma favela.

A mortalidade no parto também preocupa: 500 mil ainda morrem por conta de complicações na gravidez. Abortos feitos de forma ilegal ainda respondem por 12% das mortes maternas. Outra meta que não deve ser atingida é a de reduzir a má nutrição, que atinge 27% das crianças no mundo, contra 33% em 2000.

A contenção da aids também não será cumprida. As mortes aumentaram de 2,2 milhões em 2001 para 2,9 milhões. No total, 39,5 milhões de pessoas estão infectadas. A AL se destaca por ter a maior distribuição de remédios, atingindo 72% dos soropositivos, contra uma média de 28% nos demais países emergentes.

Para concluir, a mortalidade infantil ainda está longe de atingir a meta de sofrer redução de dois terços até 2015. A queda foi de 106 mortes para 83 acada mil nascimentos. Ainda assim, 10,3 milhões de crianças não chegam a seu quinto aniversário. 

terça-feira, 29 de maio de 2012

Metas do Milênio




Em 2000, a ONU (Organização das Nações Unidas) ao analisar os maiores problemas mundiais, estabeleceu 8 Objetivos do Milênio (ODM) que no Brasil são chamados de 
8 Jeitos de Mudar o Mundo, que devem ser atingidos por todos os países até 2015.



1 - Erradicar a extrema pobreza e fome : O objetivo global de até 21% de pobreza é um dos mais propensos a ser ultrapassado.


2 - Atingir o ensino básico universal : todas as crianças, de ambos os sexos, tenham recebido educação de qualidade e concluído o ensino básico.


3 - Promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres : Eliminar a disparidade entre os sexos no ensino em todos os níveis.


4 - Reduzir a mortalidade infantil : Reduzir em dois terços, até 2015, a mortalidade de crianças menores de 5 anos.


5 - Melhorar a saúde materna :  Reduzir em três quartos, a taxa de mortalidade materna. Deter o crescimento da mortalidade por câncer de mama e de colo de útero.


6 - Combater o HIV, a Malária e outras doenças : Deter a propagação do HIV/Aids e garantido o acesso universal ao tratamento. Deter a incidência da malária, da tuberculose e eliminar a hanseníase.


7 - Garantir a sustentabilidade ambiental : Promover o desenvolvimento sustentável, reduzir a perda de diversidade biológica e reduzir pela metade, a proporção da população sem acesso a água potável e esgotamento sanitário.


8 - Estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento : Avançar no desenvolvimento de um sistema comercial e financeiro não discriminatório. Tratar globalmente o problema da dívida dos países em desenvolvimento. Formular e executar estratégias que ofereçam aos jovens um trabalho digno e produtivo. Tornar acessíveis os benefícios das novas tecnologias, em especial de informação e de comunicações.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Discriminação


Artigo VII: Todos são iguais perante a lei e têm direito, sem qualquer distinção, a igual proteção da lei. Todos têm direito a igual proteção contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação.


Funcionária sofre discriminação racial de cliente na fila do cinema


A Polícia Civil investiga a denúncia de discriminação racial em um shopping da Asa Norte, na tarde do último domingo. O acusado fugiu após clientes e funcionários do estabelecimento chamarem seguranças do centro comercial. Os agentes tentam identificar o suspeito por meio de imagens do circuito interno e dos depoimentos das testemunhas. Até a noite de ontem, no entanto, ele não havia sido encontrado. A vítima é a atendente de cinema Marina Serafim dos Reis, 25 anos. De pele negra, ela trabalhava na bilheteria quando um homem de aproximadamente 40 anos começou a confusão na fila para compra dos tíquetes. Ele teria chegado atrasado à sessão e queria passar na frente dos demais. Os insultos começaram quando a funcionária disse que ele teria de esperar. “Ele disse que meu lugar não era ali, lidando com gente. Falou que eu deveria estar na África, cuidando de orangotangos ”. Indignados, clientes e funcionários acionaram a segurança, mas o homem conseguiu fugir. A 5ª Delegacia de Polícia (Área Central) investiga o caso.
O acusado chegou a comprar o ingresso para assistir ao filme Habemus Papam, mas não conseguiu chegar até a sala. Quando percebeu a reação dos demais espectadores na fila, caminhou rápido até as escadas rolantes. Vídeos gravados pela segurança interna do shopping mostram o momento em que o homem começou a correr pelo shopping na fuga. As testemunhas o chamavam de racista e pediam aos vigilantes que o detivessem. Mas ele correu até o carro. “Conseguimos ouvir os gritos e ainda tentamos segui-lo, mas ele conseguiu entrar no carro e fugir”, contou um segurança, que preferiu não se identificar. 



Fonte: http://migre.me/9bpMq