terça-feira, 22 de maio de 2012

Escravidão Moderna



Artigo IV: Ninguém será mantido em escravidão ou servidão, a escravidão e o tráfico de escravos serão proibidos em todas as suas formas.

Artigo V: Ninguém será submetido à tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante. 

Artigo XXIII: Toda pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego.    

Fugindo da pobreza, vivem no país explorados por compatriotas em fábricas de confecção
A busca por oportunidades de emprego e a fuga da pobreza empurram os bolivianos para fora de seu país. Em geral, eles tentam a sorte na Espanha, nos Estados Unidos, no Chile e na Argentina. Só no Brasil, os bolivianos são cerca de 250 mil, sendo que 200 mil moram em São Paulo e aproximadamente 30 mil são escravizados por compatriotas.  Há ainda os que vivem em Santa Catarina, Mato Grosso e no Rio de Janeiro.
A preocupação das autoridades brasileiras se concentra nos escravizados, que não se sentem atraídos pela política de regularização e anistia dos irregulares, implementada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde 2004 e ampliada em 2009.
Os bolivianos escravizados, segundo levantamento feito pelas autoridades brasileiras, trabalham em fábricas de confecção em São Paulo. Eles são admitidos por uma espécie de rede de bolivianos, que já vive no Brasil há mais tempo e que promete uma série de benefícios – altos salários, amparo previdenciário e assistência de saúde – e não cumpre.
Os escravizados chegam a trabalhar até 17 horas por dia, de acordo com relatos. Recebem por produção e um valor abaixo do mínimo. Moram mal, têm dificuldades com a língua portuguesa e não conseguem se comunicar com os parentes no Brasil. Apesar disso, evitam denunciar as irregularidades com medo das ameaças dos compatriotas.
Um dos países mais pobres da América Latina, a Bolívia tenta melhorar seus índices de desenvolvimento humano, mas os dados ainda são alarmantes. Dos cerca de 9 milhões de habitantes, aproximadamente  27,7% são apontados como na linha de pobreza, segundo dados oficiais.
Os trabalhadores, em geral, são informais. O índice de desemprego na Bolívia atinge 10,2%, de acordo com dados do Centro de Estudos para o Desenvolvimento do Trabalho e da Agricultura. Especialistas afirmam que as dificuldades estão na baixa escolaridade da população, uma vez que 14% dos bolivianos são analfabetos.

Fonte: http://migre.me/9bkzM





A expressão escravidão moderna possui sentido metafórico, pois não se trata mais de compra ou venda de pessoas. No entanto, os meios de comunicação em geral utilizam a expressão para designar aquelas relações de trabalho nas quais as pessoas são forçadas a exercer uma atividade contra sua vontade, sob ameaça, violência física e psicológica ou outras formas de intimidações. Muitas dessas formas de trabalho são acobertadas pela expressão trabalhos forçados, embora quase sempre impliquem o uso de violência. Mais um direito humano onde não é respeitado.

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